Durante muito tempo o historiador utilizava somente como fonte histórica documentos oficiais, produzidos pelos governos ou a mando do governo. Porém, com o movimento da História Nova, que se desenvolveu durante o século XX, ocorreu profundas mudanças na concepção do documento, do tempo histórico e aperfeiçoamento de métodos comparativos.
O documento passa a ser analisado como um produto consciente ou inconscientemente pelas sociedades do passado, impondo uma verdade. Surgindo assim, uma série de questionamentos sobre esse registro, quem detinha a produção desse testemunho, quais lacunas presentes, etc. O tempo histórico passou a ser construído com conceitos operacionais dos diversos tempos de uma sociedade e não mais com a ideia de um tempo único, homogêneo e linear. Os métodos comparativos deveriam ser utilizados apenas no que é comparável, sem a audácia de comparar civilizações e as rotular como se tivessem passado pelo mesmo processo histórico, por exemplo, o feudalismo europeu com o africano.
Essas mudanças trouxeram novos objetos de estudos para o historiador, um leque mais amplo, conseguindo enriquecer com mais informações um mesmo fato histórico. Assim, podemos definir como fonte histórica todo vestígio deixado por pessoas que viveram em tempos antigos, como construções, documentos, cartas, pinturas, depoimentos, etc.
Mas um objeto antigo só passa a ser considerado um documento histórico quando o historiador realiza um estudo sobre ele, conseguindo responder questionamentos como: Quem o fez? Para que servia? Quem utilizava? Etc. Então o historiador produz um levantamento que se transforma em conhecimento histórico.
OS TIPOS DE FONTES HISTÓRICAS
Fontes históricas são todos os vestígios deixados pelo homem através dos tempos, e transformado pelo historiador em conhecimento histórico, como construções, documentos, pinturas e a própria oralidade.
Para a arqueologia os artefatos formam a unica documentação continua das realizações de sucessivos estágios no desenvolvimento do homem. Acima de tudo, essa materialização acompanha passo a passo o processo de humanização pelo qual os homens têm percorrido através dos tempos.
As fontes escritas como documentos, livros, jornais, etc, trazem uma serie de acontecimentos, personagens e ideias sobre a época em que foi produzido. Porém, esse tipo de fonte deve ser sempre analisado com uma série de questionamentos, para não servir como uma fonte duvidosa, tendenciosa ou erronia.
As fontes orais trabalham com a ideia de valorizar a memoria do homem, pois a memória de um pode ser a memória de muitos, possibilitando a evidencia dos fatos coletivos. Porém, uma das criticas a essa fonte é a credibilidade dos depoimentos, considerados como subjetivos, falíveis e fantasiosos.

